quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Apelo Popular é Sempre Um Choque Intelectual!

Poster do Média Metragem Herança de Luiz Rangel

No ano de 2002 em meados de Outubro, juntamente com atores provenientes do teatro, roteirizei, produzi e dirigi o Média Metragem Herança.

Eu recem estava na minha carreira de diretor cinematográfico com meu terceiro filme (sendo que conheço diretores que possuem mais de 20 anos de carreira com um unico filme) e tendo o grande defeito que tenho da autocritica, comecei a me questionar sobre formatos e linguagens, foi aí que que o "Herança" nasceu.

Tendo o unico compromisso de estar descompromissado, soltei as rédeas e deixei que o filme tomasse vida própria, o resultado foi que o cinema na exibição do filme ficou chocado e sem saber opinar sobre o trabalho. Isso foi bom?

Não sei, pois até hoje nem eu mesmo consigo ter uma opinião definitiva sobre este filme. Não sei se ele é bom ou se ele é ruim, apenas sei que não me arrependo de te-lo feito e muito menos possuo motivos para esconde-lo. Acredito que um profissional deva assumir em sua vida todos os seus erros e seus acertos e deixo o julgamento para quem sempre me julgou de forma justa, o publico.

Resumidamente "Herança" é o filme que os colegas normalmente odeiam e que o publico comum adora, se é pelo apelo intelectual eu errei feio, mas se é para fazer cinema para quem realmente sabe apreciar, acredito que eu tenha acertado.

A linguagem do filme é 100% brasileira, mais uma vez foi feito quase sem recursos, quase fui preso durante as filmagens (isso já me aconteceu duas vezes) e foi definitivamente um parto para finalizar este filme em 16mm e te-lo na tela do festival, para se ter uma idéia na época finalizei em Nova York em uma empresa chamada Magno Sound (para piorar a nossa Alfandega na época esta em greve) e com muito custo ele chegou a tela.

Entrevista fornecida em 2005 sobre outros filmes e o filme Herança:



Em suma um trabalho limpo, sem mentiras e honesto se resume nisso, ser mostrado mesmo quando seu próprio realizador não morre de amores por ele.

Quem sabe algum dia eu o assista novamente e diga: "Amo o resultado deste filme", mas por enquanto me contento em ouvir do proprio publico que ele é bom.

Entrevista concedida a TV Assembléia/RS em 2003:



Agora deixo que vocês mesmos façam o seu julgamento sobre a obra:



Um forte abraço a todos,

Luiz Rangel


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