quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Guerrilha é Guerra? Não! Dinheiro é Bom? Sim, porém...

Ernesto Che Guevara Bebia Coca Cola!

Guerrilha é guerra? Não, claro que não, todo mundo sabe que não, quer dizer, todo mundo que é um ser pensante, sabe que não, porém tem umas criaturinhas que se dizem intelectuais (entende-se que um intelectual é uma pessoa que usa o seu "intelecto" para estudar, reflectir ou especular acerca de idéias, de modo que este uso do seu intelecto possua uma relevância social e coletiva. A definição do intelectual é realizada, principalmente, por outros intelectuais e acadêmicos. Estes definem o termo segundo seus próprios posicionamentos intelectuais, fato este que complexifica a definição. Autores como Bobbio e Lévy concordam com um aspecto em comum: o intelectual é definido pelo meio social no qual vive ou no qual estabelece sua trajetória social), putz deu trabalho, mas é melhor escrever e ler tudo isso (com os devidos links do Wikipedia) para evitar que uma galera que existe por aí e só porque sabem algumas letras de músicas em inglês, conhecem nomes de dois diretores europeus e estão engajados na luta em prol da maconha, gostam de serem chamados de intectuais e é exatamente esta galerinha que me refiro carinhosamente neste post. Escrevo somente para esclarecer que nomes são utilizados muitas vezes de formas afetivas e que com o passar do tempo os mesmos mudam seus significados, querem um exemplo? Pois bem, aí vai:

Moreira da Silva, Simbolo Mor da Malandragem Carioca

Nos anos de 1920, no Rio de Janeiro o nome malandro era dado a todo sujeito inteligente, sagaz e que sabia levar a vida em alto astral, o malandro era o cara que trabalhava de dia,jogava a sua sinuca no happy hour e a noite chegava tarde em casa e apanhava da mulher, pois tinha ido pra gafieira dançar - esse era o malandro. Hoje todos sabemos que chamar alguém de malandro é uma ofensa e o termo é utilizado para denominar tudo o que é relacionado a bandidagem, vadiagem e outras coisas que se assemelham.

Guerrilha de Guerrilheiros Não Tem Nada A Ver Com Cinema de Guerrilha

A mesma coisa ocorre com o termo "guerrilha", que se resume única e exclusivamente em vencer uma guerra com poucos recursos, onde tem que se lutar de igual para igual com quem possui mais armas, mais contingente e mais institucionalidade, ou seja, o que aparenta ser impossivel se torna possivel graças a estratégia, a inteligencia e ideologia, pois todos sabemos que em um exercito convencional soldados lutam porque recebem ordens; em uma guerrilha não, se luta porque se acredita pelo o que se está lutando. Não vou entrar no mérito se sou a favor ou não de guerras, batalhas e guerrilhas, a unica coisa que me reservo o direito de comentar é que se não houvessem os heróis, os covardes não teriam onde existir, por isso acho muita graça quando um pseudo pacifista afirma odiar heróis e guerreiros, me pergunto: O que seria da paz mundial se dependesse desse pacifista? Esperariamos o Apocalipse?
Fala sério!
É aí que o caldo começa a engrossar, afinal de contas o termo guerrilha começa a ser identificado com tudo que é feito abaixo de poucos recursos (as vezes nenhum) e quando se fala em Cinema de Guerrilha, os caras do meio audiovisual brasileiro surtam, eles não podem ouvir este nome, eles ignoram este nome, eles abominam este nome e o pior de tudo, são incapazes de entender o verdadeiro significado do nome (coloquei o link no nome, mas me sinto na obrigação de copiar o que se encontra no Wikipedia sobre Cinema de Guerrilha)

Vamos ver a definição de Cinema de Guerrilha (fonte: Wikipedia)

Cinema de Guerrilha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cinema de guerrilha é uma expressão utilizada para designar filmes de baixo ou nenhum orçamento, muito comum em países onde não há fomento adequado da produção audiovisual, que utiliza táticas de Guerrilha para produzir filmes com toda a qualidade possível livrando-se dos mecanismos engessadores da burocracia e/ou do cinema clássico de equipes grandes com vários níveis de hierarquias e formalismos.

Características do cinema de guerrilha:

  • Não visa o lucro
  • Desobediência às normas convencionais
  • Métodos de produção autorais não convencionais
  • Ações rápidas e surpreendentes
  • Flexibilidade de planejamento
  • Alta mobilidade
  • Utiliza-se recursos disponíveis nas locações
  • O trabalho é colaborativo
  • Demanda sentimento de pertença por parte da equipe (reduzida)
  • É dialético
  • Aplicável em todos os gêneros cinematográficos


O Diretor Paulino Moschen Fala Como Realizou a Direção de Arte Através da Técnica de Guerrilha

Será que os irmãozinhos obsessores do audiovisual conseguirão entender isso e assim conseguirão evoluir seus espiritos?

Será que tentar denegrir a imagem dos cineastas independentes os tornarão pessoas capacitadas a realizarem produções?

Será que se consegue ver o talento necessário para se realizar um filme de guerrilha de qualidade? (acredito que não, pois é preciso saber fazer para poder ver)

Será que vão parar de perguntar em qual país da América Latina lutamos e qual tipo de arma utilizamos para matar outros seres humanos?


Será que um ator mediocre tem condições de menosprezar um trabalho porque o mesmo é um filme de guerrilha? (talvez porque deseje que pensem que ele recebeu para estar ali, o valorizem e o chamem...)

Será?


Empresas de Todo o Brasil Que Apoiaram o Filme Acerto de Contas, Realizado Com Poucos Recursos


Por favor pessoal, grandes empresas hoje se utilizam do Marketing Viral, querem estratégia de guerrilha mais exemplar do que esta?

Se o Che bebia coca cola, fumava cigarro Malboro e ouvia Rock, feliz era ele. Acredito que hoje a estratégia dele seria diferente, no meio do século XX a realidade era outra, os pensamentos eram outros, os sonhos eram outros, então não nos cabe agora criticar um comunista que gostava de refrigerante capitalista, nos cabe sim, valorizar e respeitar o esforço alheio. Não concordo com os ideais do Che, muito menos com os ideais comunistas, mas uma coisa eu tenho que reconhecer, o cara acreditava no que fazia, fazia os outros acreditarem e morreu fazendo e os intectualóides de plantão fazem o que? Nada a não ser criticar, zombar e desrespeitar tudo o que eles NÃO são capazes de fazer. Fazer filme com dinheiro no bolso é muito bom, mas saber que se tem condição de se fazer um puta filme sem um centavo, é muito melhor!


Reconhecimento do Ator Anselmo Vasconcellos Sobre o Amor de Luiz Rangel Pela Realização

Talento não se compra, dom não se empresta e inteligencia não se dá, cada um nasce, adquire e desenvolve os seus próprios.

Ao longo de 10 anos de carreira produzi e co produzi mais de 50 filmes entre curtas, médias e longas metragens, TODOS em guerrilha, inclusive o Réquiem Para Laura Martin. Quem diz que a produção foi bem feita, que a tecnologia foi de ponta e que tudo correu bem,é porque não ralou e não participou da guerrilha para que tudo corresse bem, é aí que volto a afirmar, o que seria dos inuteis, incapacitados e covardes se não houvessem os heróis, bravos e guerrilheiros?
Era o Ano de 2005, A Camera Era Uma VX 1000 da Sony Sem Viewfinder Lateral, Não Se Tinha Dinheiro Para Um Monitor, O que Se Faz? Deita-se No Asfalto, isso é Cinema de Guerrilha!

Falar é fácil, difícil é fazer e isso não é pra qualquer um.

Tenho orgulho de cada filme de guerrilha que produzi, pois com eles pude mostrar do que sou capaz, mas agora segura, pois vou fazer com grana!

Acorda galera! Vamos respeitar para sermos respeitados.


Prefeito e Secretário de Cultura de Gramado Opinam Sobre o Trabalho de Luiz Rangel


Homengem Oferecida no III Curta Santos

Guerrilheiro do Cinema Sempre! Terrorista Cultural Jamais!

Um Abraço,

Luiz Rangel



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